[ Pontos ]


Xangô
Kawo Kabiyesi le!


Xangô era filho de Oranian, valoroso guerreiro, cujo corpo era branco à esquerda e preto à direita.
Xangô tinha um oxé - machado de duas lâminas; tinha também um saco de couro, pendurado no seu ombro esquerdo. Nele estavam os elementos do seu axé: aquilo que ele engolia para cuspir fogo e amedrontar seus adversários, e as pedras de raio com as quais ele destruia as casas de seus inimigos.
Assim que ficou adulto, Xangô partiu em busca de aventuras gloriosas. O primeiro lugar que Xangô visitou chamava-se Kossô. Ali chegando, todos de Kossô vieram lhe pedir clemência, gritando: "Kabiyesi Xangô, Kawo Kabiyesi Xangô Obá Kossô!" (vamos todos ver e saudar Xangô, o Rei de Kossô!).
Assim ele pôs-se à obra; realizava trabalhos úteis à comunidade e fazia as coisas com alma e dignidade. Mas esta vida calma não convinha à Xangô. Ele adorava as viagens e as aventuras. Assim, partiu novamente e chegou à cidade de Irê, onde morava Ogum.
Ogum o terrível guerreiro; Ogum o poderoso ferreiro. Ogum estava casado com Iansã, senhora dos ventos e tempestades. Ela ajudava Ogum na forja, carregando suas ferramentas e atiçando o fogo com os sopradores. Xangô gostava de ver Ogum trabalhar; vez por outra, ele olhava para Iansã. Iansã também olhava para Xangô.
Xangô era vaidoso e cuidava muito de sua aparência, a ponto de trançar seus cabelos e furar suas orelhas, onde pendurava grandes argolas de ouro. Usava braceletes e colares de contas vermelhas e brancas.
Muito impressionada pela distinção e pelo brilho de Xangô, Iansã foi-se embora com ele tornando-se sua primeira mulher.


PONTOS SEM ACOMPANHAMENTO


SAUDAÇÃO À XANGÔ
Xangô, meu Pai
Kawo Kabesilye Ode,
Xangô (bis)
Do alto da cachoeira,
As águas estavam rolando
A pedreira arrebentava
E uma coral piou
A mata estremecia
Kawo Kabesylie Ode

XANGÔ ALAFIN
Pega no seu livro e vai lendo
Pega na pena para escrever
Kawo, kawo
Saravá Umbanda,
Seu Alafin, Seu Agodô
GINO
Ô Gino, olha a sua banda
Ô Gino, olha seu Congá (bis)
Aonde o rouxinol cantava
É na pedreira que Xangô morava
Ele é Gino da Cobra Coral (bis)
Kawo
SÃO JERÔNIMO
Eu vi,
São Jerônimo
Sentado na pedreira
Com seu temível Leão (bis)
Com sua pena dourada
E seu livro branco na mão
Re, re re re re
Ô Kawo (bis)
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